O tricô questionador feito com a vagina da performer Casey Jenkins

Screen-Shot-2013-11-29-at-12.18.19-PM

Se mamilos ainda insistem, em pleno 2015, em serem polêmicos… o que dizer das popócas? Tão naturais quanto cotovelos, olhos e joanetes, ainda são vistas sob o véu de todo um moralismo que se arrasta ao longo de séculos. Machismo? Religião ainda mostrando suas garrinhas intrínsecas ao comportamento humano? Tia Pê não quer jogar respostas – até porque tô meio ressaquenta, confesso – mas ficam aí alguns questionamentos que só reforçam o fato de que, sim, infelizmente, as popócas ainda são polêmicas.

Partindo de tal linha de raciocínio, a performer australiana Casey Jenkins resolveu desenvolver sua ação fazendo tricô, com fios de lã colocados dentro de sua vagina. A artista de Melbourne explica que, ao longo de 28 dias, inseriu um novelo de lã em sua amiguinha, deixando que ela decida como ficará o resultado final da tricotagem toda, em suas mais variadas texturas.

O trabalho é oficialmente chamado de “Casting Off My Womb”, mas foi carinhosamente apelidado de “Vaginal Knitting” pelo canal de TV australiano SBS2Australia. O projeto visa abordar tabus que cercam órgãos genitais femininos e o corpo da mulher, em geral, semelhantes aos muitos esforços provocativos liderados por grupos ativistas.

Sobre o mal estar causado na devolutiva do público em alguns momentos, Jenkins descreveu a peça como um “despertar” e promete trabalhar sem parar durante os dias pré definidos para seu tricô, independente de qualquer circunstância – leia-se menstruação como um “problema” ou motivo de vergonha. A artista ainda complementa que, talvez, o poder do projeto resida no fato de que os mesmos temas e visuais que nos chocaram nas feministas dos anos 60 e 70, ainda nos chocam hoje em dia.

É, pessegóide, os anos passam, mas a idade média parece querer muito permanecer sob os holofotes desse circão chamado sociedade. Então vem cá, dá a mãozinha pra Pê, cantarolemos “uma popóca incomoda muita gente, duas popócas incomodam muito ma-aais…”, enquanto você dá o play e tenta, de alguma forma, ajudar dessa popocagem mais que necessária pra podermos nos considerar seres em evolução.

Se você tiver mais de 18 aninhos – afinal, corpo é um grande problemão – clique AQUI pra assistir o vídeo da performance.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *