Slam Resistência | Dando voz pra poetas urbanos

No meio dessa rebucetância cotidiana que a gente vai vivendo todo dia em selvas e mais selvas de concreto por aí, eu fico me desafiando a supor cada história, cada rotina, cada pensamento que compõe essas pessoas que acordam no raiar do dia pra trabalhar, como eu e você, querido pessegóide.

As pessoas são tão surpreendentes né? Elas só querem sobreviver a vida delas, e vão seguindo cheias de histórias e discursos explosivos pra emanar.

Mas tem um projeto, em São Paulo, que minha gentchy, tá dando voz pra poetas urbanos, que conseguem transformar em rima, todas as inconsistências sociais: Slam Resistência.

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Toda primeira segunda do mês, o projeto reúne uma galera na Praça Roosevelt, em São Paulo, pra propor uma competição de “spoken word” (poesias faladas). Cada poeta apresenta seus textos em até 3 minutos, sem a ajuda de nenhum acompanhamento musical ou objeto cênico. E voi lá, abre espaço pra discursos cada vez mais impactantes, e que falam em sua maioria das diferenças sociais que a gentchy encara dia-a-dia na selva-de-preda. Ah, os jurados são sempre escolhidos na hora, portanto, gentchy da gentchy, que é esmagado também por essas diferenças.

O projeto surgiu na sintonia dos protetos que vêm tomando a cidade em meio a gestão do governo estadual (e municipal também sometimes). Movimentos sociais em defesa da educação, cultura, meio-ambiente, e contra a truculência do estado para com os manifestantes.

O mais incrível, é ver o quanto o povo tem pra falar, o quanto de poesia há na vida, e o quanto de vida se perde revelada pela poesia. Dá uma olhada em alguns desses discursos:

Slam Resistência – 08/2015 – Sabrina LopesSlam Resistência – 08/2015 – Sabrina Lopes

Slam Resistência – 08/2015 – Rafael Oliveira #2Slam Resistência – 08/2015 – Rafael Oliveira #2

Sabotagem, sem massagem na mensagem. o/

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