Amor & Sexo traz tropa de choque em prol da divelsidade e bombardeia o pensamento binário

NÃO TACA, NÃO TACA, isso, ISSO QUERALHAM! Ai McLinda, você ainda me vai fazer colocar um marcapasso, de tanta surra de maravilhose. Gent, ceis assistiram o Amor & Sexo de ontem? Não? Ahhhh, a globo-golpista-3-%-do-puro-chorume-elitista, néan!? Tô sabeni como que é… você tá ali, dando a recostada diliça no sofá depois de bater umas perna, liga a televisão, e fica hipnotizada pelo carão de Emília do sítio enquanto, sabe-se lá se num é uma inception, o Zeca Camargo fica falani umas coisa meio isquisitinha e, quando você vê, já tá c’uma bruta panela de pipoca e chá de cidreira do lado, tentando entender o que caralhas d’ água você fez com seu final de domingo e… SAI SATANÁS, GOLPISTA, FELADAPUTA DUMA EMISSORA e desliga. #pas #de #espírito #pêmylytante
Mas tem a coi do ~falani com as massa~, néan!? Assim como tentamos acompanhar o que as política tão fazeni com o dinheiro público, é bom saber o que a parentaiada de Ibitinga anda falando sobre nos churrascão de domingo, longe da nossa bolha de seres na última evolução pokemón *cof*. E ontem, meu bijú, a gracejósa da Fernanda Lima veio rodopiante igual uma Maria Padilha no meio da fuça da família tradicional brasileira.

Muito tem se falado a respeito das noções de gênero, seja na tentativa de dar nome aos bois – isso aqui é viada, aquilo é sapatão, o oto lá é crossdresser e tem uns tal de gênero fluido… – ou simplesmente na contínua percepção de uma noção que se cristaliza ao longo dos anos, dentro de um panorama de atos repetidos e que, com o passar do tempo, também pode adquirir uma etiquetinha social de ~isso se chama ‘protuberóles’~. Mas para entendermos como esse vuco-vuco, de fato, acaba impactando em nossas vidas, talvez precisemos retomar o encalacrante 15 de novembro de 1889 e o, então, recém adquirido título de nossa amada tupiniquilândia: a agora República do amor, ordem e progresso.
Rencá, senta com a tia um ticolito e vamo pensar juntas. A bendita da proclamação da república foi, por um acaso, alguma saracuteância coletiva que partiu do povão tudo, igual o #FORATEMER do carnaval? Not. Estruturada por elites econômicas e intelectuais, a republiqueta era menos conquista do que um projetão de interesses a se impor e, assim, zelar pela manutenção da pirâmide do jeitinho que ela continua sendo, em sua relação de dominantes e dominados.

E aí que, mais que 100 anos depois, você ligar sua televisão e ver uma bicha preta, pobre e da periferia soltando o verbo na intensidade que o mesmo foi cultivado, é de doer o colo do útero de tanto amor. Em um 2017 que se inicia com carnaval finalizado através de bombas de gás lacrimogênio – bêja Dória! – que evocamos, na emissora do plimplim, algo já tagarelado pelo tio Hegel na transição dos séculos XVIII e XIX, mas ainda latente: o fundamento da arte relaciona-se diretamente com a necessidade que o homem possui de ~objetivar seu espírito~, transformando o mundo e transformando a si próprio.

Tal transformação veio na forma de uma Fernanda Lima sobrevoando o palco de seu programa em um 14-bis, ao som de ‘Não Existe Pecado ao Sul Do Equador’, convocando um time destruição em massa composto por Pablo Vittar, As Deengers, Ivana Wonder, Liniker, Alma Negrot, As Bahias e a Cozinha Mineira, Mc Linn da Quebrada, entre outros artistas que, à sua maneira, nos ajudam em nossa *voz cid Moreira mode on* caminhada constante pela aceitação coletiva do indivíduo em seu infinito de possibilidades *dirliga a voz do cid*.

Teve bate cabelo, cantarolância, telecurso do gênero, e até o maridão-que-lava-passa-cozinha-enquanto-a-marida-vai-ganhar-umas-dinhêra Rodrigo Hilbert montadíssima de drag queen, dando beijão na Fezinha e mostrando que, sim, dá pra manter sua heterossexualidade intacta e apoiar as migue-mana.

rodrigohilbertfernandalimabeijo_casalquevocêrespeitainsira seu gorfinha de arco-íras aqui * o *

Pra assistir o programa na íntegra é só clicar AQUI, ó. E pra começar o final de semana bem… ah, bijúúú, é só aceitar as cor tudo e seguir na ragatangância.

Uma resposta para “Amor & Sexo traz tropa de choque em prol da divelsidade e bombardeia o pensamento binário”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *