Pinturas de perfis do Tinder e o amor em tempos de smart-trécos

Oi gent, ceis tão boa? Eu tô bem também, opricatan. E como vai o côre – que no caso, é ~coração~ pra quem não fala italiani – tá bem também? Ai, que bom né.
A tia confessa que não sabe lidar muito bem com essa coisa do terceirizar a sentimentaiada pra um aplicativo de celular e conversar com uma foto. Sou do tempo que a gente ia flertar na pracinha mais próxima e, quando me interessava por alguém, dava um nó no papel de bala pra jogar próximo do alvo escolhido e… se bem que, pensani agora, num era muito ecologicamente correto, mas, pelo menes, você via as reações do dito cujo ali, ao vivão, já sabia se a colônia dele ia te dar dor de cabeça ou não. Sem essa de colocar foto de um peitoral e esperar que a pessoa consiga desvendar um pouco da sua personalidade através da leitura de mamileta. Mas néan, as tecnologia já tão aí e não tem como, simplesmente, resetar a caralha toda.

O pintor coreano Jiyeon Kim, motivado pela tal da natureza humana em seu modo de sobrevivência contemporâneo, decidiu por pintar perfis aleatórios de usuários do aplicativo Tinder. Quanto maior fosse a cara de sofreguidão.jpeg feat. #vem #me #amá #pelamordejesuscristo da pessoa, melhor era para a ideia desenvolvida pelo artista de que *liga voz de professorinha de história da arte com enfizema pulmonar em estágio deboinha* o amor idílico parte de diversos princípios, no entanto, as projeções, as formas de se ocupar daquilo que o outro representa e incorporar traços desse outro em nós, são estados que se moldam de acordo com o peso da solidão e que, ainda assim, independentes da somatória de fatores que envolvam o indivíduo, pode ser considerado como uma característica inerente do ser humano *dirliga a voz* *ajeita a oclinha*

Dá um bizoiê nessa lindiça:

 

Para conhecer outros trabalhos do Jiyeon Kim, é só clicar AQUI, ó.

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