13 Reasons Why e o suicídio em pauta: entender é prevenir?

Oi gent, ceis tão boa? Eu tô bem também, opricatan, de nada, volte sempry. Mas ó… já deixa o rivotril na cabeceira da cama porque a diquinha de hoje é meio, hmmm, a coisa da teoria das cordas só que sem entender direito ques caralhas são essas bendita.
É, também, sobre a sensação de vazio quando ela vai pra uma posição de destaque no carro alegórico desse carnavalzão de sentimentos que todos nós carregamos, e traz na comissão de frente com plumas de garrafa pet – porque néan… xô trafico de animais – a hora de perceber que a roda precisa desacelerar. Ou mudar de sentido. Ou, ainda, ser explodida em mil pedacinhos de cacos não facilmente montáveis como um quebra cabeça do Romero Britto com 36 peças. Nesse último caso, a funçona Xena-a-guerreira-destruidora-do-sistema feat. ermitã de tempos apenas imagináveis sempre será a mais complexa, senão improvável. Logo, aceitar-se parte dessa rede invisível que tudo conecta, é, em várias escalas, também consentir com o estado de peça solitária envolta de gente, imersos no estado de alerta pela manutenção do controle.

ó a chinela voadora, seu respondão

Na adaptação feita pela Netflix do best-seller de Jay Asher, 13 Reasons Why convida o espetador a conhecer a série de eventos e suas reações em efeito dominó que levam a protagonista Hanna Beckar não só a cometer suicídio, mas a deixar registros desses motivos que culminaram nessa decisão, em uma espécie de legado gritado de verdades não sentidas em vida.
Dirigida por Thomas McCarthy (The Visitor / Spotlight) e escrita pelo ganhador do  Pulitzer, Brian Yorkey, a série se desenvolve no clássico formatão Você Decide – só que sem o Tony Friboi arrasando corações <01 saudade> – que emaranha o público em uma trama pela busca de culpados. Nessa busca, que se inicia com o jovem Clay recebendo a caixa de fitas gravadas por Hanna, várias outras temáticas são trazidas pro sopão de derretimento mental que a produção acaba criando com o passar dos episódios, tais como bullying, estupro, depressão e as sequelas das chamadas por Michael Foucault como ~instituições de sequestro~. Só assunto leve, gostosinho e que costumamos deixar bem escondidinho embaixo do tapete, porque néan… a roda num pode parar.

 

*ALERTA SPOILER-ENCALACRAÇÃO*

Confira a galeria com pôsters oficiais da série 13 Reasons Why

 

*ALERTA A DECISÃO É SÓ SUA PRA PROSSEGUIR*

Segura o tchan bem seguradinho e confere só o trailer:

13 Reasons Why – Trailer 

*NUM VAI ME DIZER QUE A BUNITA NUM FOI AVISADA*

Aquela ceninha final de vamos-começar-um-roadie-movie-agora-porque-a-netflix-vai-lançar-uma-continuação-é-óbvio junto do foda-se grandão dos menines-agora-amigues-forever, e que despacharam a memória da defunta Hanna na velocidade da luz, faz nascer uma voltade de jogar a televisón pela janela e sair pichando MINHAS TREZE HORA FORAM PRA ISSO, DONA SÉRIE? Dá. Mas pra tia é, no final das contas, a grande soquêta na alma que a série guarda bem especialmente pra nós tudo. *cara de gansa*

Compramos a verdade do desespero da personagem interpretada pela atriz Katherine Langford passando por inseguranças desse período da vida em que o aprendiz de adulto passa pelo intensivão de sociabilização, do qual, se leva a gracejozinha noção de indivíduo coletivo e seus papéis perante ao bem maior chamado *insira aqui seu sinônimo pra SISTEMA que eu tô bodiany de pensar sobre o dito cujo*. Nessas trocas e anulações de facetas pelo convívio que vão sendo descobertas ao longo de cada personagem revelado, a caça às bruxas para justificar a morte através de um nome se instaura. E, fias, eu podia apostar minhas louça tudo em pelomenes 03 pessoas. Já tava quase fazendo um bolão com as vizinha aqui de casa. Mas não ter esse nome, essa resposta… foi 1) um pouco de feladaputice dos responsável que não pensam na gente que torce pelas mocinha SIM, 2) o Ó SUA TROXONA, VIU QUE OS BURACO É MAIS EMBAIXO? e 3) be carefull com a cavação de buraco sem fim.

Só sei que amei. Mas vou bem acender umas vela porque não quero a Hanna na banheira nos meus sonhos. #deuzolivre

 

 

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