Gordinhas e a beleza em curvas nas pinturas de Tito Porazza

Existe alguma coisa nesse mundão bolotudo que oscile mais do que os padrões de beleza? Ok, talvez o preço do queijo, da laranja, as bundinhas que esquentam a cadeira de balanço presidencial e o humor quando a gente tá encalacrada no atraso e presa no trânsito. Mas, no caso, é pra você responder ~aiiin tia, acho que não, viu~ mesmo, tsá!? Então tá, concordo viu bijú.

A *voz daqueles esquilinho do filme* ditadura da beleza e seus rebuceteios *disliga a voz do Alvin* sempre estiveram sambani na auto-estima de todas com uma relação um tanto quanto indecente entre recursos disponíveis plus preciso-ser-igual-senão-vou-ter-que-gastar-betoneiras-de-dinheira-com-terapia. Na pré-história, idade antiga e idade média, por exemplo, a beleza estava na robustez que mostrasse o quão bem alimentada você era – e, consequentemente, distanciasse da plebe comedora daquilo que a vida em lavora proporcionasse. Já na idade moderna, com as feministas colocando as teta na mesa pra exigir direitos trabalhistas iguais aos dos fios nascidos com pepéco, era ok e sinônimo de saúde ter sua saliência, mas que ela fosse acompanhada de uma cinturinha de pêra pra rodopiar na pegada do bambolê no cumpadi Wóshi daquela época – que eu não saberei dizer ao certo, porque sou novona – e, por fim, chegamos aos dias atuais com a nossa conhecidona XÔ GORDURA DE SATANÁS VOCÊ NÃO É BEM VINDA.

Nascido em São Paulo, Tito Porazza mostra que as diversas expressões artísticas sempre estiveram aí disponível para se criar a ciranda mais poderosa que conseguirmos. Quando ainda xófem, formou-se na Escola de Teatro Macunaíma, onde, possivelmente, aflorou o aspecto de caricaturas cotidianas que veio ganhar forma em suas pinturas. Com exposições no Brasil, Alemanha, Bélgica, Suíça, além de obras em importantes coleções particulares do Reino Unido, Suíça, Portugal e Itália, o artista plástico tem se especializado em mulheres plus size retratadas em situações cotidianas, sexualizadas – pelo menos ao olhar macho-cagador-de-regras – e com aquela dose diliceza de  crítica social e absurdo.

Coloridas e vibrantes, suas mulheres são uma espécie de manifesto dos *colicençan, liberdade poética mãe de dragões e deboinha com piadas infames* quilinhos de gostosura para, assim, continuar sendo.

 

Pra conhecer melhor o trabalho do bonito, a página dele é essa AQUI, ó. Agora ceis me dão licença que as panela tão no fogo. Bjas de mel.

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